Senti que tudo se foi
Guardei, por fim, muitas coisas boas
Lembrei dos momentos, beijos, abraços, de um simples oi,
Abrindo os olhos, nada era a mesma coisa.
O vazio dessa rua de hoje
Foi a via por onde eu vi, de longe,
Tudo que de fato eu tinha
Partindo
E a mesma rua tão vazia
Em mim, mostrando o caminho
Quando fechei os olhos, um leve vento batia
Eu enxergava, o cheiro eu sentia!
Meu amigos, família, amores, manias: toda a minha vida
Recortes de momentos, de um passado que eu, ali, tanto tanto queria...
Mas também me veio as lutas, me veio as dores, o sangue, as despedidas
E como, na verdade da verdade, aquilo tudo me valia...
Eu me despedi. Agora num sonho sem fim eu existia.
Completo e certo de que uma nova rua eu ainda veria.
Linda, onde crianças são crianças e aonde seu viver será sempre celebrar a vida
Com justiça ou injustiça, com verdade ou mentira, mas ainda preenchida e viva.
Para um dia não precisarem chorar, sentir saudade, tão sozinhas,
De uma forma tão vazia, como foi tão triste hoje a minha...
“Inconformismo”, por André.Carvalho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário