sábado, 6 de junho de 2009

O fajuto é um reflexo.

Irmão gêmeo que não nasceu, mas é resultado, como a sombra, projetado...

Vício, droga...direções, retas, tortas...

Verdade, primogênita, justa, sólida e tão diferente quando a incorpora...

Hipnótica, utópica, esquerdista, anti, contra, forte, apóia-hipócrita, fiél, viva ou morta.

Ninguém quer nada e ninguém é tudo em originalidade embalada

Vozes que passam de boca a boca,

Ideias que habitam cérebros e cérebros, tidas como absolutas,

Geniais, e são estúpidas ou apenas verdades cruas...

Triviais ou até fajutas, que sempre aí estiveram,

Que burocraciam, sistematizam coisas puras...

E que tudo está incluído, no verdadeirismo ou no que é falso, vice-versa,

Procurando respostas, formulando perguntas...

Banalizada, visões do futuro.

Mas que futuro que nada!

Entre problemáticas, sempre haverá um, o fajuto.

Ele, ela, eles, elas que ali continuam

Pensando, pensando, pensando, mas se reprovando,

Olhando para dentro, no que há de mais puro,

Que não necessita de aplausos, vaias ou uivos...

Que não se resume ao passado, conquistado ou obscuro,

Nem se abstém a futuros, merecidos ou indefinidos (e ao absoluto)

E mesmo o presente, em horas que passam

Completando uma vida, que de verdadeira, em fajuto,

Só valeu, se valeu, em minutos...hahahaha!

 

“Fajuto”, por A.Carvalho

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