Estranhamente vem-me o gosto puro e amargo da morte.
Linguarando em degustadas densas na boca
Fluxo de sangue que corre constante, do profundo ele sobe
Avermelhando o que eu vejo, o que eu gosto e o que odeio
Força que estremece, que explode, desespera e falece
Monumento simétrico sírio, que racha, quebra, se perde
Estranheza pela vida percebida, enquanto a elimina
Tudo porque nos tornamos apenas um,
Mas como um degradado...vazio e dominado
Que migra para o fim, pensando em só ser salvo
E isso ainda é o normal, só estranho para mim, e quem sabe para nós,
Inconformados...
“Inconformismo”, por A. Carvalho.
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