A chuva que deu, me ensopou.
Recolhi pingos d’água nas mãos...
Todo meu corpo cansou.
Encharcado, pingando, caindo
Coitado, sozinho, solitário,
Mal consegui largar a chuva
E correr, ver um caminho...
Só soube dela me esconder e espiá-la, passivo...
Ou será a chuva o meu esconderijo?
Pode ser, mas é, com certeza, o que preciso.
E nos meus sonhos eu a vejo, eu a sinto.
Na realidade tenho sede, quero ser limpo.
Mas só consigo me ver no mesmo lugar,
Sozinho, coitado, solitário,
Pingando, inconformado,
Passo por passo, pingo por pingo.
Essa eu num tinha visto... gostei mano.
ResponderExcluirSério memo. Me lebro pq vc é o unico autor q leio!
hehehe.... isso foi bem gay!
Valeu Mano!
ResponderExcluirEm breve outras poesias do Inconformismo...Contra essa falsa "contra cultura que se diz intelectual"...